Tenho uma preguiça imensa de fazer lista de melhores-qualquer-coisa. Se as fizer, acabarão incompletas e fora de ordem. Além disso, acho muito esquisito (e com jeitão de embromation) uma pessoa conseguir estabelecer parâmetros para colocar algo em 35° lugar e não em 34°, numa lista de 50, por exemplo.
Então, pra tornar a tarefa fácil, simplesmente separei os álbuns que mais ouvi durante o ano. Afinal, os que mais ouvi foram, naturalmente, os que mais gostei. É por isso que minha lista não tem Oracular Espectacular do MGMT, que tem umas músicas bem chatinhas, apesar da ótima Electric Feel. Fora que este ano escutei muita música velha. Não houve tempo para tanto lançamento.
Abaixo, minha listinha de melhores discos do ano, sem ordem de preferência e sem lenga-lenga:
Thao Nguyen & the Get Down Stay Down – We Brave Bee Stings And All
Cut / Copy - In Ghost Colours: todo mundo conhece, certo? Depeche Mode e New Order do final dos 00´s com muita competência. Vários hits de pista e uma ou outra ótima canção.
She & Him - Volume One: belas canções com os dois pés nos 1960. E, ah, a Zooey…
Vetiver - Thing of the Past: álbum todo de covers. Só músicas folk lindas de artistas que eu nunca tinha ouvido falar.
Likke Li - Youth Novels: a voz de criança (love or hate), pop meio açucarado sem ser previsÃvel, as dezenas de remixes.
Fleet Foxes - Fleet Foxes: pega o Band of Horses, aquele clima meio folk/country, extrai um pouco da porção pop-ensolarada e inclui melodias vocais à la Pet Sounds e o adjetivo “baroque”. É isso.
Agora, os que ficaram abaixo das expectativas:
My Morning Jacket - Evil Urges: algumas boas músicas, mas bem inferior ao Z.
Kings of Leon - Only By The Night: não chega aos pés de Because Of The Times. Algumas boas músicas, outras muito farofa.
Alô queridos leitores,
este post é basicamente para dizer que não esqueci que tenho um blog e que uma boa para acompanhá-lo é assinar o RSS. Assim você usa seu Google Reader ou, como eu, o Netvibes pra ficar sabendo sempre que houver uma atualização por estas bandas. Mas, de qualquer forma, vou tentar postar com mais frequência. E, para aproveitar, vou deixar uns links:
♣ The Disco Handbook: o guia definitivo do estilo. Sensacional. Não é tão abrangente no que diz respeito a bandas e produtores, mas contém dezenas de passagens bem engraçadas sobre a cultura clubbing dos 70.
♣ Na mesma navegada, fiquei sabendo que fizeram um documentário sobre o Arthur Russell, presente no meu primeiro podcast e responsável por algumas pepitas da disco music, como “Go Bang”, sob a alcunha de Dinosaur L. Russell contribuiu com Phillip Glass, foi chegado de Allen Ginsberg e morreu de aids no começo dos 90.
Ouça Go Bang:
♣ The Twelves - 30 Minutes of The Twelves: o Trabalho Sujo soltou há alguns dias, portanto não sei se ainda está disponÃvel. Bem bom! Tem Jacko, vários remixes dos próprios e “So Electric”, que o Cut Copy juntou com “Never Forget” no So Cosmic Mix e ficou lindjo.
♣ Shempi, faixa do novo álbum do Ratatat, é a música da semana, fácil.

Para inaugurar os podcasts do blog, aproveitei que hoje é dia dos namorados e resolvi fazer uma seleção de músicas que falam de amor. Amor, etc. Mas não espere ouvir apenas músicas para namorar. Para esse caso, recomendo Music to Make Love to Your Old Lady by ou, sei lá, Kind of Blue. Não quero angustiar ainda mais o coração dos solteiros que se deixam levar pelo clima geral que a data cria.
Um pouco do que você vai ouvir:
- “I work my arms so hard / Just to give you an airplane ride”
- “Sejamos sempre namorados /Deixemos isso combinado, amor”
- “Que reste-t-il de nos amours? Que reste-t-il de ces beaux jours?”
- “This dance will last us forever”
- “They say everybody steals somebody’s heart away”
- y mucho más. 50 minutos del puro enamoramiento.
Ouça agora no player abaixo ou faça o download aqui.
…enquanto o final de semana não chega.
Belle Epoque Rraurl Set, Márcio Vermelho.
Spinner RPM Dizco Mix, Metro Area
Beats in Space Apr. 29th ~ pt1 (with Tim Sweeney and Osborne)
Beats in Space Apr. 29th ~ pt2 (with MOO)
O grupo australiana The Avalanches lançou, no começo da década, o álbum Since I Left You, contendo aproximadamente 900 samples de outros artistas, programas de tv e filmes (ex. Polyester, de John Waters). É considerado por muitos um clássico da música pop. A música de abertura, e talvez a mais conhecida, leva o mesmo nome do disco e contém um sample da música Everyday, da banda The Main Attraction. É, inclusive, o vocal meio Jacksons Five que marca a faixa do começo ao fim.
The Main Attraction - Everyday
The Avalanches - Since I Left You
Um standard da soul music, Ain’t No Sunshine entrou no pacote de covers que o excêntrico Roland Rahsaan Kirk rearranjou para o ótimo álbum Blacknuss, junto com My Girl, What’s Going On, Never Can Say Goodbye, entre outras. Rahsaan, colega de Rei Charles e Stevie Maravilha na falta de visão, literalmente, era esquisito e performático: chegava a tocar 3 saxofones de uma vez, motivo pelo qual colecionou crÃticas negativas e piadinhas. E ainda sobrava fôlego e boca para tocar a flauta e cantar uns poucos versos das músicas.
Clique aqui para ouvir a original, do Bill Withers, e a de RRK.
E aqui, um vÃdeo da malucada toda tocando Say a Little Prayer, cheia de groove e energia.
Li por aà que a banda canadense Broken Social Scene está cotadÃssima para o Motomix, que já confirmou Chromeo, Clap Your Hands Say Yeah e outra que dizem ser ótima, Glass Candy. Pra mim é um show esperadÃssimo, imperdÃvel. Várias músicas desse coletivo musical (são uns 15 músicos) gastam os zero-uns do meu iTunes desde, sei lá, 2005. Todos os álbuns são bons, inclusive o mezzo-solo do lÃder Kevin Drew. Leslie Feist, a furona que me deixou na mão ano passado, é uma ex-integrante (Past in Present é muito BSS, né não?).
Então cá estou fazendo figuinhas e postando vÃdeos da banda, no pensamento posivito pra parada rolar de verdade, de graça no Ibira. De chorar. Abaixo, clipe de Almost Crimes.
Clicando aqui, você ouve mais algumas músicas em sequência, incluindo Cause=Time, Superconnected, Fire Eye´d Boy, 7/4 Shoreline e também Safety Bricks, que é do K. Drew mas coloquei aà no meio pq está no meu TOP 5 de 2007.
[update] Acabei de ler no dominódromo que na verdade eles vem pro Festival Indie Rock, em agosto. Fonte confiável, dizem. (2 de maio)
No meu antigo blog, eu costumava apresentar músicas, sempre duas - apenas os nomes, não os arquivos digitais - que tinham alguma relação entre si: a original e a remixada, a original e o cover ou a original e outra na qual foi usado um sample. Vou retomar esses posts, chamados de “versões”, porque estou sempre sendo pego de surpresa por músicas que achava originais, mas que na verdade foram, no mÃnimo, inspiradas em outras pepitas.
Exemplo disso é uma das minhas favoritas do Yo La Tengo, You Can Have It All. A original é do George McRae. Já ouviu? É dele o hit disco com o refrão “wooooman, take me in your arms / rock your baby”, de 1974. Tirando a roupagem indie, é igualzinha. Foi uma pequena decepção, é claro.
She (’s such a babe, this Zooey Deschanel!) & Him (o ótimo M Ward) é o nome da dupla que não sai da minha vitrola. Mês passado eles participaram do cada vez mais importante festival South By Southwest, conhecido também como SXSW, que rola todo os anos em Austin, Texas, e promove filmes, shows e palestras sobre cultura e tecnologia. São centenas de bandas, espalhadas por vários locais da cidade. A dupla tocou na tenda de uma rádio online (áudio no site do Minessota Public Radio), tocou num club, numa festa, num hotel e sabe-se lá onde mais.

Abaixo, trecho de You Really Got A Hold On Me (original de Smokey Robinson and the Miracles), no Four Seasons Hotel.
Não sou exatamente um neófilo. Quando se trata de música, porém, é recorrente ter fases agudas de audição de novas bandas e novos álbuns de artistas velhos. Mas é a primeira vez que leio uma lista de lançamentos musicais previstos para os meses que virão. É que agora eu assino RSS feeds (é, demorou), e dentre as minhas primeiras assinaturas está o site de música Pitchfork.
Mesmo nessas fases agudas existem algumas peculiaridades: uma delas é que costumo ignorar bandas com nomes que, por razões diversas, me causam antipatia, como, por exemplo, Los Campesinos!, que lançou no dia 1° o álbum Hold On Now, Youngster… Foi assim com Wilco, até me mostrarem A Ghost is Born.
Voltemos à lista da Pitchfork, superficialmente comentada. Tem Black Keys, com Attack & Release. São tantas bandas novas com a palavra black, que me deu preguiça. Devo ter ouvido, mas não lembro. Abro aqui um parênteses: as datas são para CDs e EPs com (re)lançamento oficial, seja em disco ou mp3 pago, nos Estados Unidos. Muitos vazam antes disso, como foi o caso do bom Accelerate, do REM, uma das minhas bandas preferidas, e de In Ghost Colours, do Cut Copy, previsto para o dia 8. Outro que sai ainda neste semestre é Come into My House, estréia do trio canadense No Kids. Tem as ótimas Bluster in the Air e For Halloween, ambas com uma boa dose de soul, a primeira mais balada e a segunda com uma levada mais dançante, uma batida gorda que se contrapõe aos vocais sobrepostos e bem melódicos.
Tem ainda o próximo álbum do My Morning Jacket, sucessor do ótimo Z, e Fleet Foxes, banda muito parecida com o MMJ (talvez menos música-pra-tocar-em-estádio) e também com Band of Horses. Todas com um traço alt-country. Pinçando mais alguns nomes da lista: Jonathan Richman, Portishead 15 anos depois, Dizzee Rascal, Madonna, Santogold e South em abril, Four Tet, Death Cab For Cutie, The Long Blondes, Matmos, Islands e Mates of State em maio, Spiritualized, Ladytron e Wolf Parade em junho.
Em meio a tantos lançamentos, conferimos aqueles que já conhecemos, que nos recomendam, que nos causa alguma curiosidade, normalmente devido ao nome, e rejeitamos outros por motivos diversos, às vezes por serem recomendados até demais.