Li por aà que a banda canadense Broken Social Scene está cotadÃssima para o Motomix, que já confirmou Chromeo, Clap Your Hands Say Yeah e outra que dizem ser ótima, Glass Candy. Pra mim é um show esperadÃssimo, imperdÃvel. Várias músicas desse coletivo musical (são uns 15 músicos) gastam os zero-uns do meu iTunes desde, sei lá, 2005. Todos os álbuns são bons, inclusive o mezzo-solo do lÃder Kevin Drew. Leslie Feist, a furona que me deixou na mão ano passado, é uma ex-integrante (Past in Present é muito BSS, né não?).
Então cá estou fazendo figuinhas e postando vÃdeos da banda, no pensamento posivito pra parada rolar de verdade, de graça no Ibira. De chorar. Abaixo, clipe de Almost Crimes.
Clicando aqui, você ouve mais algumas músicas em sequência, incluindo Cause=Time, Superconnected, Fire Eye´d Boy, 7/4 Shoreline e também Safety Bricks, que é do K. Drew mas coloquei aà no meio pq está no meu TOP 5 de 2007.
[update] Acabei de ler no dominódromo que na verdade eles vem pro Festival Indie Rock, em agosto. Fonte confiável, dizem. (2 de maio)
Essa foto tirei em Porto dos Milagr.. er.. na Ilha de Comandatuba. Horário: 18h. Temperatura: por volta dos 26 graus (chute). Brisa suave, praia demi-deserta, céu com algumas nuvens, água morna e calma. Lua? Cheia, 100%.
Depois de fazer uma ilustração-teste para uma matéria de revista, decidi modificá-la e adicionar uma pitadela de humor. Queria alguma coisa levitando acima do infeliz com problema de ausência capilar. Como eu não sou muito bom com piadas, logo pedi ajuda para a Isabela, e ela foi certeira.

Quanto mais perto chega da época que eu fui, maio/junho, maior a vontade de voltar.
Das fotos que tirei, talvez a mais significativa seja a da Milano Centrale. Muitos foram os trens e metrôs que peguei. A mais bonita talvez seja a da Millennium Bridge. Mas acabei escolhendo essa para postar porque mistura everyday life, sol (sempre presente, exceto em Londres, claro) e um visual que só tem por lá.
Não fiz um diário de viagem. Fiz, na verdade, mas foi um diário de gastos. Como eu suspeitava, lá pelo décimo dia passei a não anotar tudo, à s vezes não anotar nada durante dias inteiros. Desencanei do possÃvel rombo nas contas ao final da viagem. Minha cabeça queria se ocupar de outras coisas.
Foram várias as viagens de trem entre Legnano e Milão ao lado da Gigi, algumas com conversas intermináveis, outras em silêncio para acompanhar a paisagem industrial. Chegando à noite em Roma sem ter hospedagem, fui abordado por um brasileiro que me levou para um albergue cujo dono era um romeno que foi morador de rua e que tinha como braço direito um coreano que gostava de cantar ópera. Em Florença, chegando também sem hospedagem, depois de bater em vários hotéis e albergues lotados, achei um casarão na Via Faenza. De um casal de velhinhos, os móveis antigos, os retratos nas paredes e a falta de hóspedes me deixaram com medo. Em Veneza, foi um dia inteiro conhecendo todas as vielas com o Marco, sob um sol de 30°. Em Barcelona, morrendo de frio às margens do Mediterrâneo pra ver Wilco, The Good The Bad and the Queen, Battles, Architecture in Helsinki e dezenas de outras atrações no Primavera Sound. Em Laussane, com o Perin na Politécnica, uma festa das nações, praticamente. Em Londres, 20 minutos de interrogatório para poder conhecer a terra da Rainha. Teve ainda o chocolatinho da SwissAir, o aeroporto hi-tech de Zurique, lotsa vegetarian falafels e nenhum kebab, Brasil x Inglaterra num pub, brasileiros por toda a parte, fetuccini de camarão e salmão defumado, filmagem de um curta no café de um cinema, final da Copa Itália no San Siro, uma carioca linda com os ombros de fora na fila do Vaticano, uma dançarina brasileira residente na Alemanha que reclamou do meu ronco no albergue de Piccadilly, gellatos, trem noturno com beliche e por aà vai.
Para o bem ou para o mal, o acesso à uma quantidade infinita de informação disponÃvel na internet não apenas facilitou a nossa vida como também nos deu a possibilidade, muitas vezes, de conferir se essas informações procedem ou não. E mais: nos colocou no camarote da arena onde se trava todo o tipo de embate. Temos acesso, então, aos bastidores, e não apenas ao ringue. Pode ser uma discussão fútil nos comentários de um vÃdeo do YouTube ou o pega-pra-capar entre pessoas ilustres.
LuÃs Nassif, empresário e blogueiro, ex-colunista da Folha de São Paulo e ex-apresentador da TV Cultura, montou um dossiê sobre a revista Veja, no qual acusa a publicação de lançar mão de expedientes nem um pouco condizentes com a boa prática do jornalismo. Em uma de suas acusações, diz que a jornalista JanaÃna Leite escrevia matérias, na Folha, pautada por Daniel Dantas, dono do banco Opportunity, assim como Diogo Mainardi era pautado na revista da Abril. JanaÃna, em seu blog, defende-se. Um outro blogueiro, Gravataà Merengue, do blog Imprensa Marrom, um entusiasta do Dossiê Veja, disseca essas mesmas acusações e chega à conclusão de que Nassif cometeu um sério equÃvoco em relação à JanaÃna.
Nassif, então, passa a acusar a vereadora Soninha, cujo gabinete era chefiado até alguns dias atrás pelo GravataÃ, de ter sido cooptada pela Veja, insinuando, por tabela, que ela tem influência no blog pessoal do seu chefe de gabinete e que está buscando apoio da Abril para as eleições municipais. Diz ainda que o blogueiro do I.M. repete, contra ele, os mesmos insultos e expressões usados pelo jornalista e blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo, desafeto público de Nassif. São rounds imprevisÃveis, pulverizados na web, ora nos endereços conhecidos, ora em novos locais, com novos personagens, sem hora marcada. São muitos fatos, muitos nomes, como num filme sobre a máfia.
Clicando nos links acima e conferindo os arquivos de cada blog, dá para ter uma bela noção do imbróglio todo, posto aqui de forma hiper-reduzida. “Assassinato de reputações”, ofensas gratuitas, acusações sem provas, acusações com provas (a melhor parte, claro) e desmascaramento público (a melhor parte, parte II).
Por que é sempre bom saber com quem estamos lidando.
No meu antigo blog, eu costumava apresentar músicas, sempre duas - apenas os nomes, não os arquivos digitais - que tinham alguma relação entre si: a original e a remixada, a original e o cover ou a original e outra na qual foi usado um sample. Vou retomar esses posts, chamados de “versões”, porque estou sempre sendo pego de surpresa por músicas que achava originais, mas que na verdade foram, no mÃnimo, inspiradas em outras pepitas.
Exemplo disso é uma das minhas favoritas do Yo La Tengo, You Can Have It All. A original é do George McRae. Já ouviu? É dele o hit disco com o refrão “wooooman, take me in your arms / rock your baby”, de 1974. Tirando a roupagem indie, é igualzinha. Foi uma pequena decepção, é claro.
Domingo de chuva intermitente. Decidi almoçar fora. O chuvisco virou chuva pesada assim que eu saà de casa. Com o vento, o trajeto das gotas gordas formavam traços quase paralelos ao chão. Nenhum guarda-chuva seria capaz de me proteger, muito menos esse que eu comprei por 10 reais na boca do metrô. Decidi voltar. O diálogo no elevador, com o tênis já bastante molhado:
- Você não mora sozinho não, né?
- Moro sim.
- Ah, que pena.
- Mas eu gosto.
Além de alguns tapinhas no layout, falta arrumar dois bugs do Wordpress/PHP. São eles:
1) a contagem de comentários está considerando o total de todos os posts, ou seja, há apenas uma contagem para todo o blog;
2) o box de data do post está sendo repetido, quando há mais de um post por dia.
Sim, estou penando pra arrumar isso. Qualquer ajuda será muito bem-vinda!
Fora isso, estou bem contente com o Wordpress. É incrÃvel a capacidade que temos para personalizar o blog. Só falta mesmo ter um editor de layout em AJAX para não ficarmos presos aos temas feitos por terceiros. No sidebar você pode instalar infinidades de plugins e widgets. E tudo isso praticamente na base do drag’n'drop. No meu tem o último micropost do twitter e as últimas músicas na Last.fm, por exemplo. Mas bom mesmo foi instalar o Google Analytics sem precisar mexer no HTML.
She (’s such a babe, this Zooey Deschanel!) & Him (o ótimo M Ward) é o nome da dupla que não sai da minha vitrola. Mês passado eles participaram do cada vez mais importante festival South By Southwest, conhecido também como SXSW, que rola todo os anos em Austin, Texas, e promove filmes, shows e palestras sobre cultura e tecnologia. São centenas de bandas, espalhadas por vários locais da cidade. A dupla tocou na tenda de uma rádio online (áudio no site do Minessota Public Radio), tocou num club, numa festa, num hotel e sabe-se lá onde mais.

Abaixo, trecho de You Really Got A Hold On Me (original de Smokey Robinson and the Miracles), no Four Seasons Hotel.
Não sou exatamente um neófilo. Quando se trata de música, porém, é recorrente ter fases agudas de audição de novas bandas e novos álbuns de artistas velhos. Mas é a primeira vez que leio uma lista de lançamentos musicais previstos para os meses que virão. É que agora eu assino RSS feeds (é, demorou), e dentre as minhas primeiras assinaturas está o site de música Pitchfork.
Mesmo nessas fases agudas existem algumas peculiaridades: uma delas é que costumo ignorar bandas com nomes que, por razões diversas, me causam antipatia, como, por exemplo, Los Campesinos!, que lançou no dia 1° o álbum Hold On Now, Youngster… Foi assim com Wilco, até me mostrarem A Ghost is Born.
Voltemos à lista da Pitchfork, superficialmente comentada. Tem Black Keys, com Attack & Release. São tantas bandas novas com a palavra black, que me deu preguiça. Devo ter ouvido, mas não lembro. Abro aqui um parênteses: as datas são para CDs e EPs com (re)lançamento oficial, seja em disco ou mp3 pago, nos Estados Unidos. Muitos vazam antes disso, como foi o caso do bom Accelerate, do REM, uma das minhas bandas preferidas, e de In Ghost Colours, do Cut Copy, previsto para o dia 8. Outro que sai ainda neste semestre é Come into My House, estréia do trio canadense No Kids. Tem as ótimas Bluster in the Air e For Halloween, ambas com uma boa dose de soul, a primeira mais balada e a segunda com uma levada mais dançante, uma batida gorda que se contrapõe aos vocais sobrepostos e bem melódicos.
Tem ainda o próximo álbum do My Morning Jacket, sucessor do ótimo Z, e Fleet Foxes, banda muito parecida com o MMJ (talvez menos música-pra-tocar-em-estádio) e também com Band of Horses. Todas com um traço alt-country. Pinçando mais alguns nomes da lista: Jonathan Richman, Portishead 15 anos depois, Dizzee Rascal, Madonna, Santogold e South em abril, Four Tet, Death Cab For Cutie, The Long Blondes, Matmos, Islands e Mates of State em maio, Spiritualized, Ladytron e Wolf Parade em junho.
Em meio a tantos lançamentos, conferimos aqueles que já conhecemos, que nos recomendam, que nos causa alguma curiosidade, normalmente devido ao nome, e rejeitamos outros por motivos diversos, às vezes por serem recomendados até demais.