17.04.08
Qui

o velho mundo

roma

Quanto mais perto chega da época que eu fui, maio/junho, maior a vontade de voltar.

Das fotos que tirei, talvez a mais significativa seja a da Milano Centrale. Muitos foram os trens e metrôs que peguei. A mais bonita talvez seja a da Millennium Bridge. Mas acabei escolhendo essa para postar porque mistura everyday life, sol (sempre presente, exceto em Londres, claro) e um visual que só tem por lá.

Não fiz um diário de viagem. Fiz, na verdade, mas foi um diário de gastos. Como eu suspeitava, lá pelo décimo dia passei a não anotar tudo, às vezes não anotar nada durante dias inteiros. Desencanei do possível rombo nas contas ao final da viagem. Minha cabeça queria se ocupar de outras coisas.

Foram várias as viagens de trem entre Legnano e Milão ao lado da Gigi, algumas com conversas intermináveis, outras em silêncio para acompanhar a paisagem industrial. Chegando à noite em Roma sem ter hospedagem, fui abordado por um brasileiro que me levou para um albergue cujo dono era um romeno que foi morador de rua e que tinha como braço direito um coreano que gostava de cantar ópera. Em Florença, chegando também sem hospedagem, depois de bater em vários hotéis e albergues lotados, achei um casarão na Via Faenza. De um casal de velhinhos, os móveis antigos, os retratos nas paredes e a falta de hóspedes me deixaram com medo. Em Veneza, foi um dia inteiro conhecendo todas as vielas com o Marco, sob um sol de 30°. Em Barcelona, morrendo de frio às margens do Mediterrâneo pra ver Wilco, The Good The Bad and the Queen, Battles, Architecture in Helsinki e dezenas de outras atrações no Primavera Sound. Em Laussane, com o Perin na Politécnica, uma festa das nações, praticamente. Em Londres, 20 minutos de interrogatório para poder conhecer a terra da Rainha. Teve ainda o chocolatinho da SwissAir, o aeroporto hi-tech de Zurique, lotsa vegetarian falafels e nenhum kebab, Brasil x Inglaterra num pub, brasileiros por toda a parte, fetuccini de camarão e salmão defumado, filmagem de um curta no café de um cinema, final da Copa Itália no San Siro, uma carioca linda com os ombros de fora na fila do Vaticano, uma dançarina brasileira residente na Alemanha que reclamou do meu ronco no albergue de Piccadilly, gellatos, trem noturno com beliche e por aí vai.

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